Operação na Bahia: Ex-policial é preso e PM da ativa está foragido por ligação com quadrilha

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Foto: Reprodução

Ação da Polícia Civil investiga organização criminosa envolvida em milícia, homicídios e extorsões mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador.

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Jackson Rodrigues e Michael Ramon Sinézio Filgueira – Foto: Reprodução

Uma megaoperação da Polícia Civil da Bahia, deflagrada na manhã desta terça-feira (9), resultou na prisão de um ex-policial militar e de uma mulher, além de colocar um PM da ativa na condição de foragido. Batizada de Operação Juramento Quebrado, a ação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de praticar extorsões mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Os mandados de prisão foram expedidos contra:

Jackson Rodrigues:

Ex-policial militar (preso);

Tamiris Sousa Cruz:

Apontada como responsável por intermediar a comunicação do bando (presa);

Michael Ramon Sinézio Filgueira:

Policial militar da ativa, lotado no 30º Batalhão da PM. Ele não foi localizado e já é considerado foragido.

Prisões e Conexões

Tamiris foi capturada em Arembepe, distrito turístico de Camaçari. Já o ex-PM Jackson Rodrigues foi localizado bem longe dali, em Petrolina (PE). No momento da prisão, Jackson foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal de veículo. Segundo a polícia, ele já possui condenações anteriores por homicídio e porte ilegal de arma.

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Foto: Pedro Moraes e Flávia Vieira

Como funcionava o esquema criminoso

De acordo com as investigações, o PM foragido (Michael Ramon) exercia um papel estratégico no grupo: ele era o responsável por recrutar policiais, ex-policiais e seguranças privados para a quadrilha.

O “modus operandi” do bando consistia em selecionar vítimas que já tinham antecedentes criminais. Elas eram sequestradas e levadas para um cativeiro em Barra de Pojuca, em Camaçari. Lá, sofriam extorsão e só eram libertadas após o pagamento de altos valores. O grupo também é investigado por homicídios, ocultação de cadáver e por atuar como milícia na região de Barra de Pojuca.

Entre os crimes comprovados estão o sequestro de uma vítima em Mussurunga (Salvador), no dia 5 de março deste ano, e outro em Simões Filho, três dias antes. A Delegacia Antissequestro (DAS) investiga ainda outros três casos com características idênticas.

Histórico de violência e morte em confronto

A periculosidade do grupo já havia ficado clara no dia 17 de abril deste ano. Um homem de 41 anos, também integrante da quadrilha e alvo da Operação Arcanjo Traidor, reagiu a uma abordagem policial, entrou em confronto com os agentes e acabou morrendo. Com ele, foram apreendidos uma pistola e um cacetete.

Força-Tarefa

A Operação Juramento Quebrado mobilizou uma grande estrutura do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DEIC), com apoio da FORCE da Polícia Civil, Corregedoria da PM, GATTI, além de delegacias especializadas de Juazeiro.

O diretor do DEIC, delegado Thomas Galdino, garantiu que a caçada ao policial foragido e aos demais membros continua.

“O combate ao crime organizado e aos crimes de extorsão mediante sequestro é permanente. Seguiremos atuando de forma contínua para desarticular esses grupos e responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou o delegado.

As investigações prosseguem para localizar o PM Michael Ramon e identificar outros envolvidos na organização criminosa.

ItapebiAcontece / Informações: Portal A Tarde