Foto: Official White House Photo by Molly Riley
Em carta a Marco Rubio, 31 congressistas criticam políticas de Washington e alertam para o risco de interferência nas eleições do Brasil.

Imagem: Reprodução web
Um grupo formado por 31 parlamentares dos Estados Unidos — 30 deputados e o senador Bernie Sanders — enviou uma carta aberta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. No documento, os congressistas expressam profunda preocupação com as recentes atitudes do governo Donald Trump e exigem o compromisso formal de que a Casa Branca respeitará o resultado das urnas no pleito de outubro no Brasil.
Na avaliação dos parlamentares, a administração Trump vem adotando desde 2025 uma série de medidas econômicas, diplomáticas e políticas que configuram uma tentativa de interferência nas instituições brasileiras, colocando em risco as relações históricas entre os dois países.
Entre os pontos mais críticos citados na carta estão:
Sanções e Tarifas:
A imposição de duas rodadas de tarifas sobre produtos brasileiros e o uso de sanções baseadas na Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e outras autoridades.
Pressão Judicial:
O uso dessas retaliações financeiras durante o andamento do processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, o que foi classificado pelos congressistas como uma “violação extraordinária da soberania nacional do Brasil”.
Decisões Unilaterais:
A classificação das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, medida anunciada após encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e Trump, ignorando planos de cooperação propostos pelo governo brasileiro.
Tensão Diplomática:
A tentativa de envio de agentes do Departamento de Estado ao Brasil — cujos vistos foram negados pelo Itamaraty por suspeita de contestação do sistema eletrônico de votação — e a subsequente revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Viotti.
Para os congressistas americanos, as ações do governo Trump extrapolam os limites diplomáticos normais. O grupo deu um prazo até 1º de outubro para que o Departamento de Estado norte-americano responda ao documento e confirme publicamente que aceitará o resultado das eleições no Brasil.
ItapebiAcontece – Informações de Agências






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